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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Espaços Públicos



A reportagem acima afirma que americanos chegaram a pesquisar o fenômeno que torna os jovens mais parados conforme a idade vai aumentando. Os cientistas descobriram que aos 9 anos as crianças se movimentam quatro vezes mais que aos 15.

O reporte diz que "a vida nas grandes cidades também vai tornando lento o dia-a-dia das crianças. A garotada da periferia do Rio de Janeiro tenta brincar na rua. O espaço de lazer é mínimo, os carros passam de dez em dez segundos. Quem é que consegue brincar assim?"

As nossas cidades possuem espaços públicos que permitem a apropriação deles para o lazer?

8 comentários:

Anônimo disse...

Acho que a questão vai além de espaços para o lazer, sejam eles públicos ou privados. Vários aspectos levam a essa modificação no comportamento da sociedade: violência, estrutura familiar, educação e muitos outros. A arquitetura, como outros movimetos, reflete o momento que a sociedade atravessa. Talvez por isso a função dos espaços internos esteja se adequando às novas necessidades de seus usuários. Hoje, podemos ver que os espaços de lazer criados pelo homem são, em sua maioria, fechados. E então... como será que arquitetura pode ajudar?
Tati Herrera

Marco Antonio Borges Netto - Marcão - revistacrise@email.com disse...

Boa pergunta Tati.
Em Bh tem um programa da Prefeitura em parceria com algumas instituições, dentre elas o Escritório de Integração do DAU/PUC Minas, que chama-se Fica Vivo.

Em resumo, esse programa faz com que comunidades carentes de vilas e favelas apropriem adequadamente os espaços públicos. A comunidade participa de projetos de reforma de praças ou de construção de quadras poliesportivas, por exemplo.

Tais ações diminuem a violência.

Essa é uma saída.

Ricardo Rossin disse...

Claro que sabemos a importancia que há em um espaço publico direcionado para o lazer, mas acho muito mais interessante a ocupação para o lazer daquele espaço que não fora projetado para aquele fim.

Marco Antonio Borges Netto - Marcão - revistacrise@email.com disse...

Concordo com você, Ricardo.

Em Belo Horizonte, por exemplo, em algumas praças há "manuais" de como utilizá-la. Lê-se em bancos: "Proibido deitar" e "Proibido entrar na fonte".

Como assim?

Ingrid disse...

Curitiba tornou-se conhecida por seus parques e praças, quando, na década de 60, o IPPUC incentivou a construção desses espaços para aumentar a relação área verde/habitante.
Hoje em dia, infelizmente, a maior parte de nossas praças foram transformadas em 'Terminais Rodoviários'- a exemplo da praça Tiradentes, que possui pontos de ônibus em toda sua extensão.Isso sem comentar a famosa 'pracinha do Batel', que foi cortada ao meio para a abertura de uma via.
Ou seja, em Curitiba havia espaços públicos apropriados para o lazer,porém todos estão sendo invadidos por automóveis,provavelmente indo em direção aos shoppings centers.
Ingrid Zimermann

Marco Antonio Borges Netto - Marcão - revistacrise@email.com disse...

Ingrid,

É uma pena que isso aconteça em Curitiba, cidade pioneira na valorização do corpo na apropriação do espaço. É uma tendência geral.

Um arquiteto amigo meu que trabalha na prefeitura de Belo Horizonte disse que a maioria dos arquitetos de lá acabam se tornando gado, fazendo a vontade política sem questionar.

E quem tá de fora percebe isso.

O porquê, não sei.

Edgar Pereira disse...

Ingrid,

De fato, como arquiteto e urbanista em Curitiba concordo com seu ponto de vista.

A verdade é que o IPPUC já não tem a representatividade de outrora, e as leis de urbanismo hoje existentes na cidade apenas reforçam e estimulam a tendência de desvalorização do espaço público - a construção de tantos condomínios privados, sejam horizontais ou verticais, é uma prova dessa realidade. Hoje, temos verdadeiros "clubes" privativos dentro dos empreendimentos habitacionais destinados à classe média alta. ótimo para quem pode pagar por este custo.

Mas a população com menos recursos fica sem muitas possibilidades de espaços de lazer, e particularmente as crianças sofrem com isso, especialmente quando se leva em conta a primazia do transporte automotivo - o cânone do urbanismo modernista -, em detrimento à locomoção não motorizada. Afinal, basta lembrar que Curitiba é campeã nacional em número de carros por habitante - um indício de que também o tranporte público por aqui vai mal das pernas, mas esse é outro assunto...

Uma pena que as leis urbanísticas de Curitiba não estimulem a criação de espaços de convívio público, e incentive a "privatização" - na falta de termo melhor - do lazer.

Anônimo disse...

um espaço para crianças brincarem e se movimentarem e praticarem atividades fisicas seria bom mais o governo nao se preucupa com isso e conseguentemente isso atrapalha ele pois as crianças monotomicas vao mais ao medico e ele que gasta mais com o sus.