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domingo, 31 de maio de 2009

Cadê os arquitetos urbanistas?



Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, "a origem do Programa Vila Viva está diretamente relacionada com o Plano Global Específico de cada vila atendida. O plano é um estudo aprofundado da realidade das vilas e favelas de Belo Horizonte, com participação direta da comunidade. Este projeto é realizado em três etapas: levantamento de dados, elaboração de um diagnóstico integrado dos principais problemas da área em estudo e, por último, definição das prioridades locais e das ações necessárias para atendê-las."

No dia 19/05/2009 ocorreu, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, uma reunião pública para debater o tema. A ata dessa reunião encontra-se aqui.

A reunião ocorreu "em função da amplitude do projeto (Vila Viva), pelo fato de ele dizer respeito a milhares de famílias em Belo Horizonte e por haver polêmicas e controvérsias a seu respeito enquanto medida de deslocamento de comunidades em situação de risco e como política habitacional".

Estiveram presentes representantes da Prefeitira e da Câmara Municipal, além de Defensores Públicos e representantes das comunidades.

Segundo o Defensor Público Marcelo Nocolielo, "a Prefeitura deixa demolições parciais. Ela deixa as casas demolidas pela metade, formando um aspecto de campo de guerra. Deixar poeira e entulho no meio das ruas e vergalhões de ferro por onde as crianças passam é uma forma de pressionar a resistência que existe dentro da comunidade a sair o mais rápido possível. A própria comunidade passa a brigar uma com a outra, como estou vendo aqui. Aí vemos uma foto em que as crianças, quando voltam das escolas, precisam ultrapassar alguns obstáculos, que são essas demolições deixadas no meio do caminho com vergalhão de ferro.

Onde é feito um talude não há nenhuma proteção para que as pessoas passem. Vocês estão vendo o exemplo de algumas casas que são demolidas parcialmente. Esse é o aspecto deixado na comunidade como um campo de guerra. Esta outra foto de uma outra demolição talvez represente o que está acontecendo no Brasil.

No Brasil, o Estado Democrático de Direito exige a participação da comunidade no processo de urbanização. A bandeira nacional está furada, rasgada porque não houve um processo democrático nas decisões de urbanização no Programa Vila Viva, especialmente nas agrovilas, conforme foi apurado pela Defensoria Pública. O Estatuto da Cidade foi vulnerado, o plano diretor foi vulnerado e a Prefeitura tentou maquiar uma participação da comunidade que não houve.

A título de exemplo, tenho aqui uma forma de conduzir a participação democrática por parte da Prefeitura e da Urbel. Em quatro anos em que foi feito o Plano Geológico Específico - PGE - do Morro das Pedras, houve duas reuniões na Vila Antena, que tem 1.600 pessoas. Em uma das reuniões, em 15/12/2003, para apresentar o PGE, discuti-lo e aprová-lo, foram 13 pessoas da comunidade. Embora não haja uma ata, há um relatório da reunião.

A técnica social informou que “procurou tranquilizar os moradores sobre as formas, como as remoções se darão, ou seja, sempre com a participação e a concordância da família”. Vocês têm agora um instrumento para exigir que todas as remoções sejam com a concordância das famílias. Foi isso que a técnica social prometeu em uma reunião em 2003."

O Presidente da URBEL, representando o Município de Belo Horizonte, não refutou essas palavras. E os arquitetos? Onde estão nessa questão?

Além de demonstrar que o programa "Vila Viva" é polêmico, esse fato é um exemplo cabal de que o arquiteto urbanista está, nas palavras de Koolhaas, abandonando a cidade ou quaisquer outras questões gerais; o arquiteto urbanista não tem discurso sobre organização territorial, nenhum discurso sobre povoamento ou co-existência humana.

De fato, o futuro não é nada promissor.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O futuro - nada promissor - da arquitetura

A Ana Luiza Nobre afirma que "inúmeros problemas assolam atualmente a prática carioca da arquitetura, como a falta de referências intelectuais e projetuais contemporâneas, o descolamento entre arte e arquitetura, a escassez de concursos públicos e a inexistência de um debate capaz de ganhar a esfera pública, que se traduz no assombroso silêncio profissional diante da falta de foco das operações cada vez mais midiáticas da prefeitura carioca."

Infelizmente esse fato ocorre em qualquer lugar do Brasil, não somente no Rio de Janeiro. Pode-se trocar a palavra carioca por mineira, bahiana, paraense, gaúcha, matogrossense , brasileira que o sentido não muda.

Por sugestão da Ana, compartilho o discurso do Rem Koolhaas, quando ele ganhou o Prêmio Pritzker em 2000, para que possamos refletir sobre o papel do arquiteto urbanista no mundo.

“Eu preparei um pequeno discurso. E talvez eu deva começa-lo com uma anedota. Pode ser uma anedota estranha, mas vir da Holanda e ter nascido em 1944 significa paradoxalmente que eu fui ignorante na questão do Judaísmo até os 21 anos. Na minha juventude, no meu país, era completamente incomum apontar as origens religiosas ou raciais de alguém, era um assunto que nunca falávamos. Isso mudou drasticamente quando eu fui pela primeira vez à Nova Iorque, e fui recebido, no Instituto de Arquitetura e Estudos Urbanos, liderado pelo arquiteto Peter Eisenman, que a meu ver merece o Prêmio Pritzker ainda mais que eu.

A primeira vez que estive lá, Peter Eisenman me pegou pelo casaco, assim, de uma maneira bem agressiva, e disse: “Você sabe porque você está aqui, Koolhaas?” E eu disse, “Não”. “Você está aqui para representar o elemento Gótico”. Então isso me pôs em meu lugar e provavelmente explica alguns dos meus sentimentos aqui. De qualquer forma, eu quero começar pelos meus agradecimentos. Eu agradeço Cindy Pritzker e a família Pritzker e a sua fundação por sua excepcional identificação com arquitetura. Eu agradeço ao júri pela tão inspirada decisão este ano. Eu agradeço aos meus parceiros em meu escritório O.M.A. Todos e cada um dos quinhentos e cinqüenta deles fizeram contribuições que agora se mostram cruciais. Eu agradeço ao Harvard Design School por apoiar minha dupla vida como futurista. Eu agradeço aos meus clientes que engatilharam nosso trabalho encarregando-nos de suas necessidades.

Depois de meus agradecimentos eu escrevi três pequenas anedotas, ou três pequenos episódios que para mim indicam tanto o passado recente da arquitetura quanto a atual situação da arquitetura e o talvez iminente, futuro da arquitetura. E eu quero discutir algumas das potenciais evoluções que eu – se não for cuidadoso, afastarei da possível evolução num futuro iminente. Eu quero começar em 1950 – cinqüenta anos atrás. Cinqüenta anos atrás, a cena arquitetônica não apoiava-se num indivíduo singular, o gênio, apoiava-se no grupo, no movimento. Não havia cena. Havia um mundo arquitetônico. A arquitetura não lidava com a maior diferença possível, mas sim com as sutilezas que poderiam ser desenvolvidas dentro de um estreito campo de semelhanças dentro da generalidade. Arquitetura era um continuum que terminava com o urbanismo. Uma casa era vista como uma pequena cidade. A cidade vista como uma imensa casa. Esse tipo de arquitetura enxergava-se como ideológica. Sua política abrangia todo o caminho entre o socialismo e o comunismo e todos os pontos intermediários. Grandes temas foram adotados para além da arquitetura, não a partir da imaginação individual da cabeça dos arquitetos. Os arquitetos estavam seguros em seu alinhamento com o que então se chamava sociedade, algo imaginado e que podia ser fabricado. Agora estamos em 2000, cinqüenta anos depois da idílica caricatura que eu descrevi a vocês. Nós temos Pritzkers, temos uma quantidade razoável deles sentados aqui na primeira fila – portanto nós temos identidades únicas, singulares, assinaturas até. Nos respeitamos um ao outro, mas não formamos uma comunidade. Não temos projetos juntos. Nosso cliente não mais é o estado ou suas derivações, mas indivíduos privados frequentemente envolvidos em ambições arriscadas e trajetórias dispendiosas, que nós arquitetos apoiamos sinceramente.

O sistema é final. A economia de mercado. Nós trabalhamos numa era pós-ideológica e por falta de apoio nós abandonamos a cidade ou quaisquer outras questões gerais. Os temas que inventamos e sustentamos são nossas mitologias privadas, nossas especializações. Nós não temos discurso sobre organização territorial, nenhum discurso sobre povoamento ou co-existência humana. No máximo nosso trabalho brilhantemente investiga e explora uma série de condições singulares. O fato de que essa aparência de sítio arqueológico é enfatizada acima de sua responsabilidade política mostra que a inocência política é uma importante parte do equipamento do arquiteto contemporâneo.

Fico grato que o texto do júri para o prêmio 2000 me descreva como definidor de novos tipos de relações, tanto teóricas quanto práticas, entre arquitetura e a situação cultural. Isso é de fato um sentido do que estou tentando fazer. Apesar de prever muito mal o futuro, muito preocupado com o presente, deixe-nos especular por um momento sobre o próximo intervalo de cinqüenta anos – a arquitetura como vai ser praticada em 2050 ou, se tivermos sorte, um pouco antes.

Um desenvolvimento é certo. Nos últimos três anos, brick and mortar (tijolo e argamassa) evoluíram para click and mortar. O retail (varejo) virou e-tail e não há como exagerar na importância destas coisas. Comparado ao brilho ocasional da arquitetura agora, o domínio do virtual afirma-se com abandono selvagem e confuso e está se proliferando numa velocidade que podemos apenas sonhar. Pela primeira vez em décadas, e talvez no milênio, nós arquitetos temos uma competição muito forte e fundamental. As comunidades que não podemos imaginar no mundo real vão florescer no espaço virtual. Os territórios e demarcações que mantemos no chão são fundidas e moldadas além do conhecido num domínio muito mais imediato, glamuroso e flexível – o da eletrônica.

Após 4000 anos de fracasso, o Photoshop e o computador criam utopias instantaneamente. Nessa cerimônia neste local, a arquitetura está ainda fundamentalmente comprometida com a argamassa, como se apenas a proximidade com um dos maiores acervos reunidos da história da humanidade nos assegurasse outros 2 mil anos de usufruto de nosso nicho particular, e de nossa futura credibilidade. Mas o resto do mundo já liberou a arquitetura para nós. A arquitetura tornou-se a metáfora dominante, um agente controlador de tudo que necessita de conceito, estrutura, organização, entidade, forma. Apenas nós arquitetos não nos beneficiamos desta redefinição, ilhados em nosso próprio Mar Morto de argamassa.

A menos que quebremos nossa dependência do real e reconheçamos a arquitetura como uma maneira de pensar sobre todos os assuntos, do mais político ao mais prático e liberar-nos da eternidade para especular sobre novas, atraentes e imediatas questões, como a pobreza, o desaparecimento da natureza, a arquitetura talvez não chegue ao ano 2050.

Obrigado.

Rem Koolhaas”

Tradução: Lucas Girard e Gabriel Kogan

domingo, 17 de maio de 2009

Recuperação socioambiental da Área da Cascalheira

No dia 3 de junho começa o Seminário de Integração Ambiental da PUC Minas. "O Seminário objetiva dar visibilidade as ações efetivas em relação a temática ambiental no âmbito da puc minas e criar novas possibilidades e perspectivas a partir da articulação destas ações. O evento é uma oportunidade de socializar a produção e o potencial da PUC Minas e parceiros, com ênfase nas iniciativas voltadas as áreas protegidas e seu entorno, considerando biodiversidade, sustentabilidade e populações tradicionais. A data proposta coincide e comemora ainda o Dia Mundial do Meio Ambiente – 5 junho – favorecendo o conhecimento, divulgação e a reflexão da comunidade acadêmica".

Apresentaremos no Seminário 2 projetos, além do Escritório de Integração em si. Acesse o blog do E.I. para conhecer todos os projetos.

Diretamente e formalmente trabalho no projeto financiado pela Pró-Reitoria de Extensão da PUC Minas intitulado "Recuperação socioambiental da Área da Cascalheira: resgatando a cultura tecnológico-construtiva local, em parceria com a Associação dos Moradores do Condomínio Jardins de Petrópolis – Nova Lima – MG".

Abaixo, encontra-se o resumo do projeto que esperamos seja concretizado. As conversas com a Prefeitura de Nova Lima estão adiantadas e o Prefeito Carlos Rodrigues demonstrou, desde o início, interesse. É importante para a área e para a região a viabilidade do projeto.

Resumo do Projeto:

A região, objeto de estudo, é localizada na parte central do município de Nova Lima, Minas Gerais, a sudoeste da mancha urbana correspondente ao núcleo urbano sede do município, e é afetada por processos de degradação físico-ambiental, de origem antrópica, sendo encontradas nela, de maneira difusa e generalizada: erosões com ravinamento e voçorocamento, atingindo as redes de mesoestruturas implantadas, com assoreamento dos cursos d'água e destruição da cobertura vegetal.

O projeto prevê a cooperação tecnológico-cultural entre a Associação dos Moradores do Bairro Jardins de Petrópolis e o Escritório de Integração do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – EI/DAU/PUCMinas para a recuperação do equilíbrio ambiental da Área da Cascalheira, através do resgate do conhecimento tecnológico tradicional local, seu aprimoramento e difusão para que seja aplicado de maneira sistemática em toda a área objeto da intervenção, com emprego de mão-de-obra local.

A proposta é que a partir dos problemas identificados seja elaborado um estudo integrado sobre as origens e as manifestações dos problemas existentes para a busca de soluções ambientalmente sustentáveis, compatíveis e de baixo impacto, junto à comunidade local. A implementação das propostas será conduzida pela Associação de moradores em parceria com a Prefeitura Municipal de Nova Lima, utilizando mão de obra local capacitada. As soluções encontradas serão sistematizadas e divulgadas através a criação de um catálogo para que, além de serem adotadas na área, possam servir de referencia para lugares onde se manifestam patologias de mesma natureza, inclusive assentamentos informais.

A ideia base é a implantação de um processo que incorpore a dimensão do monitoramento, controle e gestão, diluindo ao longo dele os impactos das soluções propostas, vistas como etapas estratégicas para o re-equilíbrio ambiental do lugar. Com isso, não se pretende atacar a situação atual de emergência, pelo contrário, para ela serão previstas medidas de impacto para estancar as situações mais graves. As medidas consideradas de impacto nesta fase emergencial nada terão a ver com as medidas de impacto previstas em propostas consideradas usuais e serão moldadas dentro da visão que permeia esta proposta, ou seja, priorização de tecnologias que possam aproveitar os recursos locais sobre tecnologias hegemônicas mas dependentes de materiais e equipamentos transportados a longas distâncias, como por exemplo, o concreto armado ou das pavimentações asfálticas.

O impacto da ação emergencial será visível na alteração geométrico-visual da área. As ações sucessivas previstas no processo visam a metabolização destas soluções graças à reapropriação do lugar por parte do ecossistema local, que será muito parecido com aquele presente antes da intervenção humana que originou os problemas existentes.

Este trabalho vem sendo desenvolvido pelo EI/DAU/PUC desde o ano de 2004 em parceria com a Associação dos Moradores do Bairro Jardins de Petrópolis, sendo assim, este projeto de pesquisa se configura como a continuação de um trabalho pautado no conhecimento dos reais problemas abordados e nas soluções possíveis de recuperação da área em questão e se constitui um importante momento para a consolidação, sistematização e circulação do conhecimento entre a comunidade local e a comunidade acadêmica.

EQUIPE do E.I.:

• Coordenação: Alfio Conti e Margarete“Leta”
• Administrativo: Bruna Oliveira
• Estagiários: Alecsandra Cunha, Érico Oliveira, Fernanda Mingote, Laís Grossi, Lisandra Silva, Luana Silva, Luiza Soares, Marcelo Duarte, Marco Antonio Borges Netto, Mateus Hermeto, Renata Duarte.

sábado, 16 de maio de 2009

III Conferência Municipal de Política Urbana

Hoje algumas alunas do terceiro período do curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC, espontaneamente, convidaram os colegas a participarem da Etapa da Pampulha da Conferência Municipal de Política Urbana, que realizar-se-á no dia 20 de maio, às 18h30, na Escola Municipal Dom Orione. Muito positiva a iniciativa e o interesse das estudantes.

Espero que a participação dos cidadãos de Belo Horizonte nessa Conferência seja em massa.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Studio Toró Visita IEDUC


No dia 29 de abril visitei o InstitutoEducacional Umberto Correa - IEDUC, em Contagem.

Demorei a relatar pois as professoras pediram aos alunos que fizessem um trabalho sobre a palestra, para que os alunos apreendessem ainda mais o assunto.

Acima há uma ilustração bem humorada de um aluno que vê como última alternativa a utilização de cilindros de oxigênios pra conviver com as enchentes.

Agradeço o carinho e a atenção de todos os professores e funcionários do IEDUC.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Studio Toró visita Fundação AMAE

No dia 06 de maio visitei a Fundação AMAE.

A AMAE trabalha oferecendo serviços educacionais e culturais a pessoas e instituições, procurando promover a democratização do acesso à informação e a produção científica, o desenvolvimento da prática pedagógica, o aperfeiçoamento contínuo e a valorização dos profissionais da educação, criação e a preservação de diferentes formas de manifestação cultural. Além de editar a Revista AMAE Educando.

No encontro, falei sobre o projeto do Studio Toró que através de workshops realizados em creches e escolas procura demonstrar para as crianças como as diferentes concepções urbanísticas da atualidade tem vantagens e desvantagens no que diz respeito ao manejo da água.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Belo Horizonte discute mudanças na legislação urbana

Foi aberto nesta terça-feira, no bairro Barreiro, em Belo Horizonte, o ciclo de plenárias da 3ª Conferência Municipal de Política Urbana, processo que termina em setembro e deve definir, por meio da participação de segmentos técnicos, populares e empresariais, mudanças no Plano Diretor e na Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo.

Essas mudanças são importantes, pois, segundo Maria Caldas, consultora técnica da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas, "somos uma cidade de 2,4 milhões de habitantes, por onde circulam 4 milhões de pessoas, mas com o território equivalente ao de Poços de Caldas (cidade do Sul de Minas com menos de 150 mil habitantes). O preço da terra tem sido determinante para a ocupação e a política urbana e a população dos aglomerados cresceu cinco vezes mais que a da cidade formal entre 1993 e 2004."

Os estudos demonstraram, ainda, "que as regiões que mais incharam – Venda Nova, Pampulha, Norte e Barreiro – estão nas extremidades da capital." Por isso, uma das propostas da prefeitura que serão debatidas, é de "regulamentar áreas de interesse social para garantir a fixação dessas pessoas no município. Nelas, as exigências para a construção de moradias populares são menores e há restrições para empreendimentos de luxo. As empresas interessadas em investir em habitação de baixa renda não teriam, necessariamente, de fazer toda a infraestrutura pública dos loteamentos." Fonte: Jornal Estado de Minas

Espero que a população participe contribuindo com propostas e que pressione o Poder Público a não engavetar as propostas formuladas, como ocorreu na última assembleia, em 2001/2002.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Simples assim

BBC: "Uma exposição com dez projetos de arquitetos renomados para reurbanizar Paris foi inaugurada nesta quinta-feira, 07 de maio de 2009.

Os projetos formam o "Grand Paris", um dos maiores planos de reurbanização da cidade desde a construção, no século 19, de grandes avenidas na cidade.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, apresentou os projetos - que incluem arranha-céus futuristas, linhas de metrôs suspensas que ligarão a capital à periferia, construções ecológicas e também projetos de desenvolvimento do transporte fluvial.

O governo da França ainda está discutindo o financiamento e a execução das obras. Sarkozy quer que as obras comecem em 2012. A previsão do governo francês é de que elas durariam dez anos, custariam 35 bilhões de euros e gerariam um milhão de empregos.

Os dez projetos expostos fazem parte de uma seleção inicial feita pelo governo francês, após estudos realizados por comitês de especialistas, para transformar a capital e seus arredores. Eles estão expostos na Cidade da Arquitetura e do Patrimônio de Paris."

Só não pode, no final, acontecer com o Sarkozy o que ocorreu com o Jon (na tirinha abaixo) e com muitos políticos brasileiros, que depois de contratar os projetos, reclamam: "They don´t seem to work".