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sábado, 4 de outubro de 2008

Demolir para evoluir

Alberto, Alencastro e Fernando Lara estão falando sobre a possibilidade do arquiteto demolir para construir. Essa discussão está suscitando mudanças de paradigmas, não só na prática da arquitetura mas no ensino.

Abaixo, minha opinião.

Em postagens anteriores, falei da importância do arquiteto reciclar e utilizar materiais de demolição para a construção de um novo projeto. E não só isso, disse que seria ótimo que o arquiteto soubesse um pouco de economia para calcular as curvas de eficiência para justificar o investimento na utilização de materiais e tecnologias mais caras mas sustentáveis, como por exemplo, a construção de captadores de água de chuva.

Claro que deve-se demolir para construir algo não só movido pelo capricho ou pela especulação do proprietário, mas também para impactar menos o ambiente, respeitar a legislação e construir algo arquiteturalmente bem feito.

Em Belo Horizonte deve existir menos de 20% das edificações de 40, 50 anos atrás. É natural que as coisas renovem. Não só por questões de técnicas e materiais, mas estéticos. Apoio isso. Mas apoio, também, a preservação criteriosa de algumas construções.

Por que não demolir edificações que se agigantam atrás de imóveis tombados em total desacordo com a legislação e construir algo melhor legalmente e arquiteturalmente??? A Praça da Liberdade em Belo Horizonte é cheia dessas monstruosidades. E se não tomarmos cuidado, a Pampulha será engolida por prédios.

De fato, o debate é válido e deve-se pensar nisso. Demolir para construir e saber reaproveitar o entulho de maneira econômica e ambiental é de suma importância.

Um comentário:

Alberto disse...

É isso aí Marcão. Tão simples que no fundo me espanta que precisemos debater essas coisas. Deveria ser mais óbvio.