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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Haiti

Em que pese que acredito que os governos (federal, estaduais e municipais do Brasil) deveriam atuar com a mesma eficiência em relação às enchentes e desabamentos desse ano e de anos anteriores (Angra dos Reis e Santa Catarina) que o Brasil agiu frente à catástrofe do Haiti, informo as contas correntes para doação às vítimas do terremoto.

Embaixada do Haiti no Brasil
Banco do Brasil
Agência 1606-3
Conta corrente 91.000-7
CNPJ 04170237/0001-71

Cruz Vermelha
HSBC
Agência 1276
Conta corrente 14526-84
CNPJ é 04359688/0001-51

Viva Rio
Banco do Brasil
Agência 1769-8
Conta corrente 5113-6
CNPJ 00343941/0001-28

Care Internacional Brasil
Banco Real-Santander
Agência 0373
Conta corrente 5756365-0
CNPJ 04180646/0001-59

Pastoral da Criança
HSBC
Agência 0058
Conta Corrente 12.345-53
CNPJ 00.975.471/0001-15

Vale a pena lembrar que os especialistas e as instituições afirmam que nas primeiras duas semanas, no mínimo, depois de uma catástrofe, o ideal é doar dinheiro ao invés de mantimentos, roupas, equipamentos e afins. Isto porque com o dinheiro em mãos, as instituições conseguem comprar e contratar pessoal com mais rapidez e de acordo com as necessidades. E a doação de objetos demanda uma logística que ainda ninguém possui.

Então, escolha a instituição de sua confiança e faça sua contribuição. Em relação aos desastres no Brasil, procure a Defesa Civil de seu Estado e faça sua doação.

Voltando ao primeiro parágrafo, penso que o Brasil poderia fazer muito mais para evitar as tragédias.

Só para se ter uma ideia, o "Brasil gastou R$ 1,3 bilhão em reconstrução e resposta a desastres em 2009, 10 vezes mais do que o investido para evitar enchentes e outras tragédias.” Jornal Estado de Minas 14/01/2010.

Sem falar que muitas cidades não possuem Planos Diretores e as que possuem, ou estão desatualizados e/ou não condizem com a realidade da cidade. Para falar o mínimo.

2 comentários:

Alberto disse...

Esse é um índice claro do que virou a política.

Hoje em dia, por alguma razão, um governante que tem a obrigação profissional de aparecer, se responsabilizar e tomar providências (além da moral, é claro) acredita - ou é convencido por assessores - que sua prioriadade É NÃO ASSOCIAR SUA IMAGEM Á TRAGÉDIA EM HIPÓTESE ALGUMA.

É um jogo de empurra entre prefeito, governador e presidente pra ver que vai sair na foto primeiro e levar a culpa.

Era de se esperar (ó ingenuidade) que, bem o cara é governate e a culpa é dele por definição, logo, quanto mais ele arregaçar as mangas e for para o fronte melhor. Tá fácil.

Quem faz isso (e o Kassab, apesar de ter piorado muito nos ultimos anos, diga-se de passagem, é um deles) é uma excessão gritante.

O Sérgio Cabral já foi a Angra? E o Lula, falou um "a" sobre o assunto?

Ah, mas basta uma desgraça no quintal alheio pra promeer mundos e fundos - que de resto, não serão entregues, como sempre.

É uma vergonha.

Marco Antonio Borges Netto - Marcão disse...

O Brasil mudou de complexo. Antes, abrigava n’alma o de vira-lata, segundo Nelson Rodrigues, o notável escafandrista da alma brasileira. Agora, na crise haitiana, mostra complexo de rottweiler.
Pena que não tenha dentes. Refiro-me à ciumeira de autoridades brasileiras em relação a rápida e decidida ação do governo norte-americano. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, reage com pura masturbação diplomática, ao dizer que se trata de “assistencialismo unilateral”.
Qualquer pessoa que não tenha perdido o senso comum sabe que os haitianos não estão preocupados com a cor do assistencialismo, se unilateral, bilateral, multilateral. Querem que funcione.
No aeroporto da capital, está funcionando, conforme relato desta Folha: “Depois que os americanos assumiram o aeroporto, os voos aumentaram e também o envio de medicamentos e alimentos”.
É claro que precisa haver coordenação, como cobra o chanceler Celso Amorim, mas é bobagem resmungar sobre os Estados Unidos assumirem um papel mais relevante que o das forças da ONU. É brigar com os fatos da vida. Os EUA podem mais que qualquer outro país, o que é escandalosamente óbvio.
Ajuda-memória aos resmungões, extraída do texto de Sérgio Dávila: os EUA enviaram vários navios da Guarda Costeira com helicópteros, o porta-aviões Carl Vinson, com 19 helicópteros, 51 leitos hospitalares, três centros cirúrgicos e capacidade de tornar potáveis centenas de milhares de litros de água por dia.
Nos próximos dias, chegam mais dois navios com helicópteros e uma força-anfíbia com 2.200 fuzileiros e um navio-hospital.
O Brasil tem condições de chegar a um décimo disso? Não. Então que pare de rosnar e reforce o seu pessoal no Haiti, que fez e está fazendo notável trabalho, dentro de seus limites bem mais modestos.

Clóvis Rossi: Copiado do blog Reinaldo Azevedo.

Você tem toda razão, Alberto.